SILÊNCIO COMPRADO|: Operação mira esquema de corrupção em hospital após morte de gestante
DA REDAÇÃO:LEIAMT
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Silêncio Comprado, que investiga um suposto esquema de corrupção relacionado à administração do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis (396 km de Cuiabá). As investigações tiveram início com a morte da arquiteta Larissa Pompermayer Ramos durante uma cesárea realizada no hospital.
Ao todo, foram cumpridas 20 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de valores, sequestro de bens, quebra de sigilo telefônico e telemático, além de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
As ações ocorreram nos municípios de Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nas cidades de Barueri e Cotia, no estado de São Paulo. O objetivo é reunir provas, identificar todos os envolvidos e evitar prejuízos ao patrimônio público.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram denúncias de tentativa de compra de silêncio e influência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal para investigar possíveis irregularidades na gestão do hospital.
A COMISSÃO
A CPI foi criada após a morte de Larissa, aos 29 anos, de Campo Novo do Parecis. A arquiteta teria apresentado complicações durante um parto cesáreo realizado na unidade hospitalar. Após o procedimento, ela foi transferida para Cuiabá, mas não resistiu.
O caso gerou forte repercussão no município e levantou questionamentos de familiares e moradores sobre a qualidade do atendimento prestado no hospital, além da gestão de contratos, recursos humanos e aplicação de verbas públicas.
INÍCIO DA INVESTIGAÇÃO
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após o Ministério Público encaminhar denúncias envolvendo a suposta oferta de vantagens indevidas para interferir nos trabalhos da CPI.
Além disso, a Deccor apura possíveis irregularidades em contratos ligados à gestão da unidade hospitalar. Entre os indícios investigados estão pagamentos por serviços que não teriam sido executados, emissão de notas fiscais falsas e movimentações suspeitas de dinheiro público.
De acordo com os investigadores, há indícios da prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem descartar a possibilidade de outros delitos serem identificados no decorrer das diligências.
APOIOS OPERACIONAIS
A operação contou com apoio de equipes da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
NOME DA OPERAÇÃO
O nome “Silêncio Comprado” faz referência à suspeita de tentativa de pagamento de vantagens para influenciar os trabalhos da CPI, fato que deu origem à investigação.
OPERAÇÃO PHARUS
A ação também integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso dentro da Operação Pharus, iniciativa voltada ao combate de organizações criminosas em todo o estado ao longo de 2026.
hnt.



