DURANTE ENTREVISTA|: Candidato propõe ‘Inferno Pantaneiro’ para faccionados e nega pagar RGA

DA REDAÇÃO:LEIAMT

O candidato ao governo estadual pelo partido Missão, Rafaell Milas, tem propostas focadas na reestruturação do sistema prisional, segurança pública, infraestrutura e gestão das contas públicas. Ele defende a construção de um presídio de segurança máxima voltado para criminosos de facções, denominado por ele de “Inferno Pantaneiro”, localizado na região de Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá); contudo, não há detalhes sobre capacidade de lotação nem custos do projeto. 

“Há espaço fiscal hoje no governo para a construção do ‘Inferno Pantaneiro’, que será um presídio de segurança máxima na região de Cáceres […] É para passar a mensagem de que será um lugar muito ruim”, afirmou ao Jornal do Meio-Dia, desta terça-feira (11).

Para além das questões prisionais, o candidato defendeu uma política de tolerância zero em relação à criminalidade no estado. Segundo ele, o projeto contempla mudanças na legislação penal em âmbito nacional, alinhado à sua base partidária.

“Eu acho que o agressor de mulher tem que ir para a cadeia, sim. Por mais que seja um tapa,tem que ir, sim. Esse papo de  medida socioeducativa, não. O agressor de mulher tem que ir para a cadeia. E, na minha opinião, tem que ir para a cadeia”, frisou.

Ele também criticou a falta de estrutura das polícias civil e militar e propôs a criação de uma delegacia específica para o policial penal, a quem classificou como a linha de frente do combate ao crime nas prisões.

Já no setor de logística e infraestrutura, o candidato enfatizou que o desenvolvimento econômico do estado passa pela ampliação da malha ferroviária e hidroviária.

“O mote da nossa campanha é transformar Mato Grosso na locomotiva do Brasil […] Hoje há um lobby das ONGs ambientais da Europa e dos Estados Unidos, que têm uma guerra comercial com o Brasil”, disse em defesa de iniciativas como o Ferrogrão. Explicando também que a “indústria verticaliza a produção, melhora a qualidade dos empregos daqui, melhora o valor dos salários”.

Ao abordar a gestão financeira e o funcionalismo público, criticou os altos rendimentos da classe política e de setores do alto escalão do funcionalismo, afirmando que gostaria de “pegar esse recurso de gasto com privilégios da classe política e do alto servidor público e converter em infraestrutura”.

No entanto, quando questionado sobre o pagamento de Recomposições Gerais Anuais (RGA) pendentes aos servidores estaduais referentes ao período da pandemia de Covid-19, posicionou-se de forma contrária ao ressarcimento desse intervalo específico.

“O RGA da pandemia atrasado, não. O RGA especificamente da pandemia […] eu não pagaria porque ninguém pagou, as empresas quebraram, ninguém sustentou, as pessoas foram demitidas”, justificou, acrescentando em conclusão que, de maneira geral, o “RGA é direito” e deve ser pago fora do período de congelamento pandêmico.

gazetadigital.

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