HISTÓRICO CRIMINAL|: Advogado preso por matar idosa em VG já foi condenado por assassinato e escapou de exclusão da OAB
DA REDAÇÃO:LEIAMT
O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 67 anos, que teve a prisão preventiva mantida pela Justiça após atropelar e matar a servidora aposentada da Politec, Ildes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, em Várzea Grande, na terça-feira (20), já esteve a um passo de ser definitivamente excluído dos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), mas conseguiu reverter. Conforme apurado pela reportagem, o histórico de crimes do profissional motivou um processo de inidoneidade moral que chegou a resultar na cassação de seu registro, mas a decisão foi revertida nos tribunais superiores da classe.
O levantamento aponta que, em 2014, a OAB-MT julgou procedente o pedido para excluir Paulo Roberto dos seus quadros, fundamentando-se nas graves condenações criminais que ele carrega: o assassinato e esquartejamento de uma mulher em 2004 e o homicídio de um delegado no Rio de Janeiro em 1998. Na época, o entendimento local era de que o histórico era incompatível com o exercício da advocacia.
No entanto, o advogado ingressou com recurso junto ao Conselho Federal da OAB (CFOAB), em Brasília. Na instância máxima da instituição, ele obteve êxito em reverter a exclusão, garantindo o direito de continuar exercendo a profissão até o novo episódio registrado nesta semana.
Nova suspensão
Desta vez, a reação da OAB-MT foi imediata. A presidente Gisela Cardoso determinou a suspensão cautelar urgente do registro de Paulo Roberto, citando que a permanência dele nos quadros da Ordem fere a dignidade da classe e gera uma “expressiva repercussão social”. Com a nova decisão, ele volta a ficar impedido de advogar enquanto responde ao processo ético-disciplinar.
O crime
Ele é acusado de atropelar Ilmes, na Avenida da FEB, e fugir sem prestar socorro. A idosa foi atingida pelo veículo do advogado em alta velocidade e, com o impacto, foi lançada para outra pista, onde acabou atropelada novamente por outro carro.
Em um depoimento que causou indignação, o advogado afirmou à Polícia Civil que “foi a idosa quem o atropelou”, alegando que o corpo dela teria atingido a lateral do seu carro. O delegado Christian Cabral, da Deletran, o indiciou por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar.
Paulo Roberto permanece preso por determinação do juiz Pierro de Faria Mendes, após passar por audiência de custódia nessa quarta-feira (21).
Histórico criminal
Além do atropelamento atual, Paulo Roberto Gomes dos Santos carrega condenações pesadas: 19 anos de prisão pela morte e esquartejamento de Rosimeire Maria da Silva, em 2004, e 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado Eduardo da Rocha Coelho, em 1998, cometido quando Paulo ainda era policial civil no Rio de Janeiro.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Paulo Roberto sobre a reversão do processo de inidoneidade em 2014, mas não obteve retorno.
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