EXPORTAR| “Governo Federal escolheu o agro como vilão”, critica Rodrigo da Zaeli ao apontar prejuízos para o setor

DA REDAÇÃO>LEIAMT

O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT), vice-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, fez duras críticas à condução da política econômica e ambiental do Executivo nacional. Em declaração recente, o parlamentar afirmou que o Governo Federal adotou o agronegócio brasileiro como “inimigo e vilão”, apesar do protagonismo do setor no superávit da balança comercial do país.

Segundo Zaeli, a produção agrícola nacional segue alcançando posições de destaque global em culturas como soja, milho, algodão e na pecuária de corte, mesmo diante de entraves impostos pela gestão federal. “Nós mantemos a balança comercial do Brasil no positivo e conseguimos ser os maiores produtores de soja, algodão e milho, além de um dos maiores em carne, com todo o governo trabalhando contra”, declarou o parlamentar mato-grossense.

Tributação, juros e insegurança jurídica

Entre os principais fatores de desgaste citados pelo deputado estão a alta carga tributária, a elevação dos juros no financiamento agrícola e a criação de novas áreas protegidas ou demarcações de terras em áreas produtivas consolidadas.

Para o deputado, as políticas adotadas nos últimos anos criam um ambiente de instabilidade e desmotivam o produtor rural:

Aumento da carga tributária: Tentativas contínuas de elevação de impostos incidentes sobre a produção agrícola;

Encarecimento do crédito: Juros elevados que dificultam o financiamento da safra e de investimentos na produção;

Insegurança jurídica no campo: Demarcações de novas terras indígenas e reservas ambientais sobre áreas agrícolas já consolidadas, inclusive no Estado de Mato Grosso.

“Quando você coloca uma instabilidade jurídica dentro da terra, demarcando novas áreas indígenas ou de reservas em locais já consolidados, traz insegurança e desmotiva o produtor. Aconteceu isso recentemente em Mato Grosso. De repente, o governo chega e toma a área dizendo que agora é de preservação”, destacou Zaeli.

Pressão internacional e agendas ambientais – Rodrigo da Zaeli também questionou a adesão do Executivo a compromissos ambientais internacionais impostos por Organizações Não Governamentais (ONGs) europeias. Segundo ele, tais diretrizes visam conter o avanço e a competitividade do Brasil no mercado internacional. “São agendas ambientais motivadas por organizações e ONGs da Europa que não querem ver o Brasil crescer porque não querem concorrência. Nós não temos terremotos, maremotos, áreas congeladas ou desertos. O Brasil é extremamente propício para progredir, prosperar e se tornar o maior país do mundo, mas o governo atual pensa em escravizar a população para manter privilégios”, afirmou.

Defesa de Mato Grosso na Câmara – Representando Mato Grosso, estado no qual cerca de 90% da economia é impulsionada pelo setor produtivo rural, Zaeli ressaltou a relevância de sua atuação na vice-presidência da Comissão de Agricultura na Câmara.

O deputado destacou a necessidade de vigilância constante nas votações, citando a disparidade do tamanho das bancadas estaduais no Congresso Nacional — onde Mato Grosso conta com 8 representantes, enquanto estados como São Paulo possuem 70 deputados e Minas Gerais, 53. “O agro precisa dar lucro. Pensando nisso, assim que cheguei a Brasília, fui direto para a Comissão de Agricultura.

Hoje sou vice-presidente da comissão mais cobiçada da Câmara para garantir que as leis aprovadas não prejudiquem o nosso estado. Se deixarmos outros estados fazerem leis sem nossa intervenção, eles não vão se preocupar com Mato Grosso. Nosso papel é analisar cada proposta para defender quem produz”, concluiu o parlamentar.

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