`PUNIÇÃO ALTERNATIVA`| PL recalcula rota e descarta expulsar ‘prefeitos infiéis’

DA REDAÇÃO>LEIAMT

O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso recalculou a rota em relação aos prefeitos que desafiaram a orientação da legenda e declararam apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos), ignorando o projeto de Wellington Fagundes (PL). Se no início de setembro a expulsão era tratada pelo presidente estadual Ananias Filho como uma possibilidade concreta, e até defendida pessoalmente por ele, agora o dirigente admite que os processos podem terminar em outras punições, sem necessariamente retirar os prefeitos da sigla.

Em entrevista nesta segunda-feira (21), Ananias afirmou que os procedimentos sequer foram iniciados, diante do processo eleitoral, e que não há prazo definido para a conclusão. Questionado se mantém a decisão de afastar ou expulsar os prefeitos, o dirigente mudou o tom e deixou aberta a possibilidade de uma punição mais branda.

“Nem estou mexendo [com a Comissão de Ética] ainda, porque não estou dando tempo. Está parado. Mas não tem prazo, não. Um mês, dois meses, aí resolve tudo. Eu mantenho a decisão de que vai ter a comissão e o processo, mas não sei qual punição. Tem que analisar juridicamente”, disse Ananias. 

O dirigente estadual deixou claro que, independentemente do resultado dos processos disciplinares, os prefeitos não deverão continuar no comando dos diretórios municipais da legenda.

“Agora, uma coisa é certa. O comando do partido, de todos os diretórios, já vai sair da mão de cada um deles”, explica. 

A nova declaração representa mudança ao discurso adotado por Ananias no início do mês. Em 2 de setembro, quando confirmou para reportagem que Flávia Moretti, Cláudio Ferreira e Sérgio Mahnic seriam submetidos à Comissão de Ética, o dirigente chegou a afirmar que, se fosse relator de um dos casos, votaria pela expulsão. Na ocasião, ele classificou a medida como natural diante do apoio dos prefeitos a Pivetta, adversário do candidato oficial do PL ao governo, Wellington Fagundes.  

Desde então, a crise de fidelidade dentro da sigla aumentou. Além dos três prefeitos inicialmente citados, outros integrantes do PL também passaram a manifestar apoio ao candidato do Republicanos, ampliando a pressão sobre a direção estadual.  

O presidente estadual afirmou que os gestores haviam utilizado a estrutura partidária para chegar aos cargos e que deveriam demonstrar “hombridade” diante da orientação da legenda. Também disse que o PL passaria por uma espécie de “depuração”. 

gazetadigital.

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