‘NOVELA PODEMOS’|: Mauro nega ‘ameaça’ de Max, e diz que coligação é possível

DA REDAÇÃO:LEIAMT

O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou que ainda é possível ter o Podemos no palanque do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Ele também afirmou que a articulação do presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, em ensaiar o lançamento de uma candidatura própria ao governo do Estado não deve ser vista como uma “ameaça” ao grupo governista do Palácio Paiaguás.  

Segundo Mendes, a movimentação trata-se de uma prerrogativa partidária legítima e ainda há espaço e tempo para assegurar o Podemos na coligação governista. “Eles estão considerando a possibilidade. Isso não é uma ameaça. Lançar uma candidatura não é uma ameaça”, declarou Mendes ao avaliar as incertezas do cenário eleitoral. “É uma prerrogativa que cada partido tem e pode simplesmente fazer”, completou.  

Mendes confirmou que a legenda continua sendo cotada para compor o grupo majoritário, inclusive na indicação para a segunda suplência ao Senado. “Tem espaço, sim. Isso nunca foi deixado de ser considerado. É normal que, de última hora, haja essas interfaces aí de conflito, até de informação. Mas é natural também que o diálogo continue acontecendo até o último segundo”, afirmou, lembrando que os acertos finais podem ocorrer até o prazo estipulado pela legislação para o envio das atas das convenções partidárias ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nesta quarta-feira (5).  

O ensaio de candidatura e o impasse do Podemos   A declaração ocorre em meio às intensas movimentações nos bastidores políticos de Cuiabá. Conforme noticiado pelo, a tensão no arco de alianças se acentuou com o anúncio de que o Podemos considerava lançar um nome próprio ao Palácio Paiaguás ou compor palanque independente.  

O estopim para a insatisfação da sigla foi a indefinição em relação aos espaços na chapa majoritária e a preferência pelo deputado federal Fábio Garcia (União) para ocupar o posto de vice-governador na chapa liderada por Pivetta. A hesitação do Podemos em selar seu apoio formal ao Paiaguás gerou ruídos com aliados do Palácio Paiaguás, que interpretaram o “balão de ensaio” como uma forma de pressionar o grupo governista às vésperas do fechamento das atas.  

Apesar de o nome do empresário Elson Ramos ter chegado a ser ventilado como alternativa indicada pelo Podemos para a segunda suplência do Senado em uma reviravolta de bastidor, os acertos finais permanecem abertos. Para Mendes, o impasse é natural no afunilamento das convenções, e o grupo mantém pontes abertas para preservar a unidade da base.

gazetadigital.

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